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"Os vivos, somente os vivos, esses Te louvam como hoje eu o faço"  Is 38.19 Ressuscita! Oh terra que estava morta Oh Vale de ossos secos... Volte a respirar Posso ouvir,O som do avivamento A Morte tornando vida Ressuscita!

terça-feira, 26 de abril de 2011

A Fé Diante do Rolo Compressor da Vida Humana




Neste mundo os homens são julgados pela habilidade com que fazem as coisas.



São avaliados de acordo com a distância que cobriram na esca­lada do monte da realização. No sopé jaz o fracasso total; no topo o sucesso completo; e entre esses dois extremos a maioria dos homens civilizados sua e labuta, da juventude à velhice.

Alguns desistem e escorregam para o sopé, e se tornam ocupan­tes da Fileira do Raspa-Chão. Ali, perdida a ambição e rota a vontade, subsistem graças a empréstimos, até a natureza executar-lhes a hipo­teca e a morte os levar.

No alto estão os poucos que, por uma combinação de talento, árduo trabalho e boa sorte, conseguem chegar ao pico, e ao luxo, fama e poder que ali se encontram.

Mas nisso tudo não há felicidade. O esforço para ter sucesso exerce muita pressão sobre os nervos. A excessiva preocupação com a luta pela conquista aperta a mente, endurece o coração e veda mil visões fulgurantes que poderiam ser desfrutadas se tão-somente houvesse tempo para vagar e assim notá-las.

O homem que chega ao pináculo raramente é feliz por muito tempo. Logo é devorado por temores de que pode escorregar uma estaca abaixo e ser forçado a dar seu lugar a outro. Acham-se exemplos disto no modo febril como o astro da TV observa a classificação do seu valor, e como o político examina a sua corres­pondência.

Faça-se saber a um magistrado eleito que um levantamento de dados mostra que ele é dois por cento menos popular em agosto do que fora em março, e ele começa a suar como um homem a cami­nho da prisão. O jogador de bola vive por suas médias de rendimento no campo, o homem de negócio por seu gráfico ascendente, e o concertista pelo medidor dos seus aplausos. Não é incomum suceder que o lutador desafiante no ringue chore abertamente por não conseguir nocautear o campeão. Ser o segundo colocado o deixa completamente desconsolado; tem de ser o primeiro para ser feliz.

Esta mania pelo sucesso é a preservação de uma coisa boa. O desejo de cumprir o propósito para o qual fomos criados é, por certo dom de Deus, mas o pecado retorceu este impulso e fez dele uma cobiça egoísta pelo primeiro lugar e pelas honras das altas posições. O mundo inteiro dos homens e arrastado por esta cobiça como por um demônio, e não há escape.

Quando vamos a Cristo entramos num mundo diferente. O Novo Testamento nos apresenta uma filosofia espiritual infinitamente mais elevada do que a que motiva o mundo, e inteiramente contrária a ela. Conforme o ensino de Cristo, os humildes de espírito são bem-aven­turados; os mansos herdam a terra; os primeiros são os últimos, e os últimos são os primeiros; o maior homem é aquele que serve melhor os outros; o que perde tudo é o único que por fim possuirá tudo; o homem do mundo coroado de êxito verá os tesouros que acumulou serem varridos pela tempestade do juízo; o mendigo juste vai para o seio de Abraão, e o rico arde nas chamas do inferno.

Nosso Senhor morreu em aparente fracasso, desacreditado pelos líderes da religião estabelecida, rejeitado pela sociedade e abandona­do pelos Seus amigos. O homem que O mandou para a cruz foi o estadista de sucesso cuja mão o ambicioso mercenário político beijara. Coube à ressurreição demonstrar quão gloriosamente Cristo havia triunfado e quão tragicamente o governador tinha fracassado.

Contudo, a impressão que se tem hoje é que a igreja não apren­deu nada. Continuamos vendo como os homens vêem e julgando à maneira do julgamento humano. Quanto trabalho religioso feito com o ativismo do pastor tem por motivação o desejo carnal de fazer e bem! Quantas horas de oração são gastas pedindo-se a Deus que abençoe projetos arquitetados para a glorificação de pequeninos ho­mens! Quanto dinheiro sagrado é despejado sobre homens que, a despeito dos seus lacrimosos apelos, só procuram realizar uma bela e carnal exibição.

O cristão verdadeiro deve fugir disso tudo, Especialmente os ministros do Evangelho devem sondar os seus corações e examinar lá no fundo os seus motivos íntimos. Ninguém merece sucesso enquan­to não estiver disposto a fracassar. Ninguém é moralmente digno de sucesso nas atividades religiosas enquanto não quiser que a honra da vitória vá para outrem, se for esta a vontade de Deus.

Deus talvez permita que o Seu servo tenha êxito depois de o ter disciplinado, a tal ponto que ele não precise vencer para ser feliz. O homem a quem o sucesso exalta e o fracasso abate é carnal ainda. Na melhor das hipóteses, o fruto que der terá bicho.

Deus permitirá sucesso a Seu servo quando este aprender que o sucesso não o torna mais caro a Deus, nem mais valioso no esquema global das coisas. Não podemos comprovar o favor de Deus com grandes reuniões ou apresentando conversos ou com novos missionários enviados ou com a distribuição de Bíblias. Todas estas coisas podem ser realizadas sem o auxílio do Espírito Santo. Uma boa personalidade e um penetrante conhecimento da natureza huma­na é tudo que qualquer pessoa necessita para ser um sucesso nos círculos religiosos hoje.


A nossa grande honra está em sermos precisamente o que Jesus foi e é. Ser aceito pelos que O aceitam, rejeitado pelos que O rejeitam, amado pelos que O amam e odiado por todos os que O odeiam — que maior glória poderia advir a alguém?


Podemos dispor-nos a seguir a Cristo rumo ao fracasso. A fé se arrisca a falhar. A ressurreição e o juízo demonstrarão perante os mundos todos, quem ganhou e quem perdeu. Podemos esperar.

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